De motorista que quer escolher corrida até cardápio com preços exorbitantes e cobra no pescoço, ser turista é um desafio.
A coluna começa 2026 com votos de um ano cheio de boas viagens pra você, querido leitor. E por falar em fazer uma boa viagem, já imaginou a decepção e tristeza que os turistas do Mato Grosso passaram em Porto de Galinhas (PE), ao serem agredidos covardemente por barraqueiros por questionarem o valor cobrado pelo aluguel de cadeiras e sombreiro na praia?
O mais triste é saber que essa situação, extrema, não é exclusividade de Ipojuca, cidade onde fica o balneário de Porto de Galinhas. Infelizmente, no turismo mundial ainda é comum os viajantes serem vítimas de gente mal intencionada, que faz de tudo para arrancar dinheiro de quem só quer conhecer novas culturas, relaxar e tirar alguns dias de folga, antes de voltar pra realidade do dia a dia.
Este colunista já passou também por vários perrengues, que felizmente não resultaram em violência física, mas que, com certeza, deixam marcas emocionais e uma cicatriz na lembrança daquela sonhada viagem para destinos que deveriam permanecer na mente só com coisas positivas.
Exemplos não faltam! Em Porto Seguro (BA), ao desembarcar com minha família no aeroporto, fomos surpreendidos com o “cartel” dos taxistas locais. Sem transporte por aplicativo, na ocasião, os motoristas te tratam mal se você vai ficar em algum hotel na cidade e não em um resort afastado do centro. Sim, a escolha de corridas é outro drama que o turista enfrenta.
Em Búzios (RJ), as belas praias são um convite a ficar em uma espreguiçadeira, sem custo, desde que se consuma na barraca algo do cardápio. Mas o susto veio com o cardápio: batata frita por R$ 120 é só um exemplo dos abusos que se passa por lá.
Em Salvador (BA), os “pintores da Timbalada” e de fitinhas no Pelourinho são uma verdadeira ameaça para os marinheiros de primeira viagem. Aceite o serviço e se prepare para ter que gastar um bom dinheiro para quitar a dívida. Até mesmo as baianas do acarajé chegam a cobrar para tirar fotos. Mas há exceções…
E tem várias outras situações que fazem qualquer um ter vontade de voltar pra casa na primeira oportunidade. Quem nunca se sentiu refém de um guia turístico em um passeio bate-volta onde te jogam em um restaurante caro e longe de tudo só para garantir a comissão do guia? Foi assim comigo na Praia da Pipa (RN).
Fora as lojas de souvenir, sempre as mais caras escolhidas para levar os turistas para garantir a porcentagem. E quando falo em um problema do turismo mundial, é porque já passei por isso até em uma excursão em Israel. Também ouvi relatos de que no Marrocos uma amiga tomou um susto ao ver um encantador de serpentes colocar uma cobra no ombro do marido dela, sem consentimento, para depois “cobrar pela experiência”.
Absurdos naturalizados, que desafiam o emocional de qualquer turista. É preciso ter jogo de cintura e estudar muito sobre o local que se vai visitar para estar preparado para lidar com esses perrengues que não têm nada de chique… Que 2026 seja um ano de paz, também na hora de fazer turismo e que a fiscalização sobre os serviços afins possam ser mais eficientes. Amém!

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