Com o objetivo de encontrar caminhos para o encontro de contas entre os estado da federação e o passivo da União com os estados, principalmente no que se refere as implicações da Lei Federal 87/1996, a chamada Lei Kandir, se reuniram na capital de Minas Gerais, nesta terça-feira, (19), representantes dos Tribunais de Contas e dos Poderes Executivos e Legislativos dos estados do Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, estados que estão sendo impactados pela lei Kandir, que previa uma desoneração fiscal das exportações, ficando a União com a responsabilidade de ressarcir os estados.
A reunião foi considerada um marco para resolver de vez as pendências financeiras que ao longo do tempo foram acumuladas. Com a renúncia fiscal levada a cabo, principalmente o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para produtos destinados à exportação, os estados deixam de recolher bilhões de reais, o que causou uma crise financeira que perdura até o dia de hoje. A Lei entrou em vigou no distante ano de 1996.
Em entrevista o parlamentar Gesmar Costa ressaltou a necessidade de um amplo entendimento entre os estados exportadores, dos quais o Pará faz parte, por meio de um encontro de contas, “ A Lei Kandir tinha o objetivo de desonerar as exportações, tornando com isso os produtos brasileiros, principalmente as commodities competitivos no mercado internacional, o problema é que a União teria que ressarcir os estados, o que não aconteceu, razão pela qual o Supremo já deu ganho de causa aos estados, então precisamos agir em parceria com os tribunais de contas dos estados para que haja esse encontro de contas”, disse.![]()
Gesmar observou que muitos estados estão numa situação difícil e deixaram de pagar as dívidas contraídas com a União. “O objetivo é tirarmos daqui uma agenda comum e discutirmos essas pendências com a União”, afirmou.
O deputado aproveitou para parabenizar os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Pará, que tem participado ativamente das reuniões e das discussões, “com certeza, eles estão realizando um importante trabalho, na etapa seguinte eles terão um papel essencial já determinado na decisão do Supremo Tribunal Federal”, finalizou.

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